Era o último fim de semana antes das férias. Entre as luzes e o ruído de festa, estava sentada, aborrecida, na escadaria da igreja.Via a "toda a gente" de sempre mas fingia nem as ver, via pessoas da escola a passar, deixava ir, sem as chamar.
De repente, senti alguém aproximar por trás de mim, tão rápido que nem tive tempo de me virar.
Umas mãos suaves taparam meus olhos, passei minhas mãos sobre elas e tirei-as, lentamente, virei-me para trás.
O tempo parara de correr, o sino parara de badalar, toda a gente desapareceu e as luzes coloridas apontavam, agora, para os lindos olhos verdes para os quais olhava e para o cabelo loiro brilhante que agora, cuidadosamente, lhe tirava da cara.
Sorri num abraço apertado, profundo como se tivesse a agradecer ao meu salvador da morte certa.
Agarrou-me a mão e correu para ir comprar pipocas. Fez-me rir ao tentar mandar as pipocas directamente para a boca, tentativas muitas vezes falhadas.
Já era tarde, o bailarico acabara, a música calminha deu-nos vontade de dançar. Fomos para trás do palco onde não estava ninguém. Dançámos a rir.
Rir, sorrir, são as palavras-chave para caracterizar o que ele me faz sentir.
Aponto para uma estrela muito brilhante: -Olha ali, aquela é a minha estrelinha da Terra do Nunca, quem me dera ser a Wendy!
Ele sorri :- Tonta, quem me dera ser o Peter Pan!
Despede-se de mim e entra no carro para ir embora.
Digo adeus com o coração apertado, sempre que ele se afasta fico assim.
Olho a minha estrelinha da Terra do nunca e penso...quando entendes que já és o meu Peter Pan? Que já me levas para um mundo encantado, divertido e feliz. Quando entendes que a Wendy não é nada sem a alma do seu Peter Pan?
Hoje sonhei que estava a voar pelo céu estrelado contigo, naquela festa, a dançar...
Mwezi
Na verdade, o Patrick parece um Peter Pan, parece (:
ResponderEliminarEstá tao querido, Patri <33
Te Amo