quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Vazio


Pesadelo real! Dormi com medo, acordei e ele não desapareceu.
Quero tanto não pensar em ti, não te chamar secretamente, não procurar o teu olhar no luar na noite sobria onde me deixaste, com medo e de abraços abertos para ti a pedir o teu abraço!
Será que nunca te vou tirar a mascara do rosto?
Será que um dia vou deixar de esperar?
Uma vez um amigo disse-me:" A esperança é a ultima a morrer mas só o verdadeiro amor é eterno. " Só espero que teja errado!
mwezi

sábado, 26 de dezembro de 2009

Stay with me

Voltaste a agarrar a minha mão! Fizeste desaparecer o aperto no meu peito que me fazia esquecer do mundo e olhar o nada, procurando-te na noite que sem ti era um vazio de escuridão.
Sentir o teu abraço, o teu beijo, faz-me renascer esquecendo todo o mal todo o passado.
Porque não desaparece o medo? Porque temo tanto que desapareças com o vento meu vampiro? Porque não consigo dormir com o medo de quando abrir os olhos não passe tudo de um sonho como outros tantos que já tive?
Viver o momento! o nosso lema, mas como vou eu viver se esses momentos acabarem?
"Quero tanto fazer-te feliz que se não conseguir suicido o amor dentro de mim e mato-me com a impotência das minhas mãos, esqueço os raciocineos destravados e as palavras que sairam da minha boca antes mesmo de acabar de as ouvir."
Es o meu imortal.
Stay with me, do not go away with the wind in the dark of the night.
Mwezi

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Meu amor


Eu era uma menina que não sabia o que era amar, nunca tinha recebido um "amo-te" nunca se tinha sentido amada, ou simplesmente, nunca tinha tido a ilusão de que era amada até te conhecer.
Via-te como um vampiro, com o olhar forte mas disperso, como um mistério que tentava desvendar a cada instante.
Via-te como uma caixinha de surpresas, como um tesouro que me enchia a cabeça de pensamentos e desejos.
No escuro do meu quarto imaginava-te encostado à parede nesse teu mundo, a olhar o chão, eu caminhava para ti, agarrava-te o rosto e beijava-te, ficava a olhar os teus olhos e a imaginar como seria se te tivesse para mim.
Apesar da distância das férias deixaste-me chamar-te "meu amor". Agarrada ao meu telemovel passava a vida no nosso mundo, lembras-te?
Fazias-me tão feliz quando me acordavas com um bom dia romântico ou quando adormeciamos junto um do outro nas nossas brincadeiras mais que secretas e especiais.Fizeste-me amar como nunca tinha amado ninguem.
Nunca pensei que me doesse tanto deixar-te, pensei que chorava por te ter perdido, mas na verdade chorava por nunca te ter tido na realidade. O que me deste foi uma ilusão.
por muitos princepes que me apareçam à frente eu irei sempre pensar, relembrar, amar o meu anjo negro, o meu pesadelo que acima de tudo, amo ter.
Odeio-me por te conseguir amar assim tanto.
Sinto-me como uma presa que recebe a rosa de um vampiro que a morde e mata, da qual a alma vagueia chamando o nome do seu assassino , do seu vampiro, do seu amor.
Mwezi

MEDO!



Senti como que um empurrão forte e robusto e caí de um precipício interminável e aterrador.
Tinha os olhos presos de maneira a não conseguir fechalos para me acobardar, para fugir do medo que se fazia notar no meu grito milhões de vezes ecoado pelo decorrer do buraco fundo e escuro pelo qual seguia!
Estava a quilómetros, muitos quilómetros de ti, mas mesmo assim via, sentia, sofria ao ver uma faca que te fez um golpe que doía e fazia escorrer sangue, uma faca que me fez um golpe de profunda preocupação e sentimento de culpa que fazia escorrer lágrimas pelo meu rosto.
Sentia-me inutil. O acto de violência repetia-se vezes sem conta. Eu queria correr para ti, mas era em vão... caía pelo precipicio até ao fundo desconhecido...até que acordei e te imaginei a sorrir. Exigi um sinal de que estavas bem, como quando era pequenina e exigia miminhos quando acordava de um pesadelo ou quando tinha medo de abrir os olhos no escuro.
Pedi um abraço e ouvi-te dizer secretamente: Pronto, já passou!
Mwezi

Eterna amiga de infância


Por vezes achamos-nos perdidos num mar de memórias nem sempre perfeitas. Damos tantas
vezes de caras com oportunidades de fazer o melhor mas, em vez disso, agarramo-nos à furia de uma inveja, à insegurança de uma estúpida incerteza e recuamos. Cada passo para traz na nossa vida é como adiar a conquista da felicidade, a que, inconscientemente, classificamos como sendo tão dificil de conquistar.
Muitas vezes quando nos aprecebemos que errámos, já magoámos quem no fundo não queriamos magoar.
É tão impossivel te dar o devido valor, pois o teu valor é incontável, infinito, és a amiga de infância, a amiga da bébé, a amiga da criancinha, a amiga da menina, a amiga da miuda, a amiga da rapariga e serás a amiga da mulher que cresceu contigo em cada birra, em cada puxão de cabelos em cada zanga, em cada discussão em cada miminho, em cada gesto unico só nosso.
Surgiram pequenas pausas de distância entre nós, pausas insignificantes pois nada faz esquecer a amizade de infância, a segurança para os segredos, a estabilidade para pedir conselhos, os momentos de risos quando lembramos as birras parvas, o carinho, ou qualquer outro momentinho engraçado ou sem graça nenhuma dos quais, levadas pelo momentos, riamos também da graça inesistente das piadas secas.
Viajar juntas, pensar juntas, decidir juntas, acima de tudo sonhar juntas, perder a vergonha de desabafar os sonhos, perder o medo de sermos gozadas por umas e outras coisas, ir descobrindo o verdadeiro significado de amizade...
Tu sabes o verdadeiro significado de amizade?
Eu não, já descobri uma parte contigo, quero descobrir ainda mais até ao fim dos meus dias.
Mwezi