
Por vezes achamos-nos perdidos num mar de memórias nem sempre perfeitas. Damos tantas
vezes de caras com oportunidades de fazer o melhor mas, em vez disso, agarramo-nos à furia de uma inveja, à insegurança de uma estúpida incerteza e recuamos. Cada passo para traz na nossa vida é como adiar a conquista da felicidade, a que, inconscientemente, classificamos como sendo tão dificil de conquistar.
Muitas vezes quando nos aprecebemos que errámos, já magoámos quem no fundo não queriamos magoar.
É tão impossivel te dar o devido valor, pois o teu valor é incontável, infinito, és a amiga de infância, a amiga da bébé, a amiga da criancinha, a amiga da menina, a amiga da miuda, a amiga da rapariga e serás a amiga da mulher que cresceu contigo em cada birra, em cada puxão de cabelos em cada zanga, em cada discussão em cada miminho, em cada gesto unico só nosso.
Surgiram pequenas pausas de distância entre nós, pausas insignificantes pois nada faz esquecer a amizade de infância, a segurança para os segredos, a estabilidade para pedir conselhos, os momentos de risos quando lembramos as birras parvas, o carinho, ou qualquer outro momentinho engraçado ou sem graça nenhuma dos quais, levadas pelo momentos, riamos também da graça inesistente das piadas secas.
Viajar juntas, pensar juntas, decidir juntas, acima de tudo sonhar juntas, perder a vergonha de desabafar os sonhos, perder o medo de sermos gozadas por umas e outras coisas, ir descobrindo o verdadeiro significado de amizade...
Tu sabes o verdadeiro significado de amizade?
Eu não, já descobri uma parte contigo, quero descobrir ainda mais até ao fim dos meus dias.
Mwezi